A Qualidade da Água

A qualidade da água

A vida humana, assim como a de todos os seres vivos depende da água.
Mas a nossa dependência da água vai além das necessidades biológicas: precisamos dela para limpar as nossas casas, lavar as nossas roupas e o nosso corpo. E mais: para limpar máquinas e equipamentos, irrigar plantações, dissolver produtos químicos, criar novas substâncias, gerar energia.
É aí que está o perigo: a atividade humana muitas vezes comprometa a qualidade da água. Casas e indústrias podem despejar em rios e mares substâncias que prejudicam a nossa saúde. Por isso, escolher bem a água que bebemos e proteger rios, lagos e mares são cuidados essenciais à vida no planeta.
Água potável
A água potável é aquela popularmente chamada água pura. Para ser bebida por nós, a água deve ser incolor,insípida (sem sabor) e inodora (sem cheiro). Ela deve estar livre de materiais tóxicos e microorganismos, como bactérias, protozoários etc., que são prejudiciais, mas deve conter sais minerais em quantidade necessária à nossa saúde.
A água potável é encontrada em pequena quantidade no nosso planeta e não está disponível infinitamente. Por ser um recurso limitado, o seu consumo deve ser planejado.

Água destilada
A água potável deve ter certa quantidade de alguns sais minerais dissolvidos, que são importantes para a nossa saúde. A água sem qualquer outra substância dissolvida é chamada de água destilada. Veja como se consegue água destilada.
Para retirar sais minerais e outros produtos dissolvidos na água, utiliza-se um processo chamado destilação. O produto dessa destilação, a água destilada, é usado em baterias de carros e na fabricação de remédios e outros produtos. Não serve para beber, já que não possui os sais minerais necessários ao nosso organismo.
Veja como funciona o aparelho que produz água destilada, o destilador:

Observe que a água ferve (1) com ajuda do (2) Bico de Bunsen (chama que aquece a água), transformando-se em vapor (3), e depois se condensa (4), voltando ao estado líquido. Os sais minerais não vaporizam, mas ficam dentro do vidro onde a água foi fervida (chamado balão de destilação).

Água mineral
A água do mar é salgada porque tem muito cloreto de sódio, que é o sal comum usado na cozinha. Justamente por ter tanto sal, não é potável. Se bebermos água do mar, o excesso de sal nos fará eliminar mais água na urina do que deveríamos, e começamos então a ficar desidratados.
 
Já a água doce, dos rios, lagos e fontes, tem menos sal que a água do mar e pode ser bebida - desde que esteja sem micróbios e produtos tóxicos ou que tenha sido tratada para eliminar essas impurezas.
A chamada água mineral é água que brota de fontes do subsolo. Ela costuma ter alguns sais minerais em quantidade um pouco maior que a água utilizada nas residências e, às vezes outros sais.
A água mineral é, em geral potável e pode ser bebida na fonte ou engarrafada - desde que a fonte esteja preservada da poluição e da contaminação ambiental e que o processo de engarrafamento seja feito com higiene.


O mar pode "morrer"?
Na Ásia, há o famoso mar Morto, que é um exemplo de que um mar pode "morrer". O mar "morre" e os lagos também quando o nível de salinidade, isto é, a concentração de sais da sua água, é tão alto que não permite que os peixes, a flora e outros seres vivam nele. Esse fenômeno ocorre por vários fatores, entre eles: pouca chuva aliada à evaporação intensa (clima quente e seco) e corte ou diminuição do regime de escoamento de rios.


Você confia na água que consome?

Cuidado com a água que você consome. Limpe no mínimo 4X ao ano a Caixa d' água. Um descuido pode trazer doenças muito graves como câncer, cólera, verminose como giardia, hepatites e diarréia, por exemplo. Além de muitas outras doenças causadas por água contaminada.


10 MINUTOS DE ATIVIDADE FÍSICA EM CASA FAZEM TODA A DIFERENÇA

Se você está passando por um período muito atarefado, deve estar complicado achar um espacinho para práticar exercícios físicos. Porém, temos boas notícias.
Uma pesquisa americana mostrou que tanto andar quanto correr serve para manter a saúde e que 10 minutos dessas atividades te ajudam a manter a forma.
Para manter a saúde você pode começar fazendo apenas 10 minutos de atividade física por dia para estimular seu metabolismo. Caso queira emagrecer ou ganhar músculos vai precisar aumentar para pelo menos 30 minutos diários. O bom é que a partir daí fica mais fácil aumentar o tempo para ficar em forma.
Confira as atividades que separamos para que você pode fazer em casa, e ainda sem qualquer custo, driblando o pouco tempo. Basta seguir a série de exercícios sugerida pelo Prof. Thiago Poggio. Faça cada um deles por um minuto pelo menos, na ordem apresentada aqui. O ideal é você completá-lo em até 20 minutos para estimular o corpo a gastar calorias.
1. Corra sem sair do lugar, em ritmo acelerado.
2. Pular corda em ritmo acelerado.
3. Use um degrau ou uma caixa que sirva de plataforma. Suba e desça.
4. Com as mãos e os pés apoiados no chão, realize o movimento básico da flexão.
5. Deitada de costas, mãos na nuca, pernas flexionadas, levante o tronco e volte.
6. Para dar uma pausa, caminhe devagar por cerca de dois minutos antes de retomar toda a série.
Todo e qualquer exercício físico tem que estar aliado a uma alimentação equilibrada, refeições fracionadas e saudáveis. Além disso, sempre que puder opte por ações que gastem mais energia, como escadas ao invés de elevador.
Fazer atividade física faz bem para você, porque torna sua vida mais saudável, mas pode ser ótimo para seus filhos. Você é o exemplo deles e, assim é mais fácil fazê-los ter os mesmos hábitos saudáveis que você.
Fonte: M de Mulher

NADO MEDLEY



nado medley é a junção dos quatro estilos da natação em uma modalidade. Cada estilo de nado é desenvolvido em um quarto da prova. Assim, o atleta precisa saber nadar bem em todos os estilos para que tenha um bom desempenho em competições. Essa modalidade também pode ser disputada em revezamentos e cada nadador é responsável por um estilo dentro da prova.
Quando disputado individualmente, a ordem para execução no nado medley é: borboleta, costas, peito e livre. A ordem do nado medley muda quando se trata de revezamento e fica assim: costas, peito, borboleta e livre. As viradas para as trocas de estilos em provas individuais é sempre um dos maiores problemas para quem está iniciando no medley. Afinal, quando executada de forma inadequada, leva à desclassificação do nadador.
Nado BorboletaO nado medley, em competições, pode ser disputado nos 200 ou 400 metros individual e em revezamentos. Além disso, ainda há a subdivisão entre piscina longa (50m) e piscina curta (25m).
Dicas de treinamento
— Procure treinar um estilo de cada vez
— Concentre-se no estilo mais fraco
— Treine excessivamente as viradas para que fiquem corretas e rápidas as suas execuções
Nado CostasRecordes
Na ala masculina individual, o domínio das melhores marcas é dos Estados Unidos. Ryan Lochte detém os recordes nos 200 metros medley piscina longa e curta e nos 400 metros medley piscina curta. Michael Phelps é o recordista da prova nos 400 metros piscina longa.
Do lado feminino, Ariana Kukors, norte-americana, é a dona do recorde nos 200 metros medley (piscina longa). Já na piscina curta a marca mais baixa é a da húngara Evelyn Verrasztó. Os 400 metros medley piscina longa tem como recorde o tempo da australiana Stephanie Rice. Na piscina curta o recorde é de Kathryn Meaklim, sul-africana.
No revezamento, os Estados Unidos são os recordistas no masculino. O melhor tempo feminino é da China.
Nado Peito

OS 4 ESTILOS DE NATAÇÃO

ESTILOS DE NADOS


·                     BORBOLETA
 
O estilo borboleta (também conhecido como golfinho ou mariposa) é um estilo de natação relativamente novo. Seu nascimento ocorreu em função das incertezas do regulamento do nado peito. Isso porque, até a década de 1950, o deslocamento dos braços para frente não estava previsto nas regras da Federação Internacional de Natação, gerando semelhança entre os dois estilos. A invenção do estilo borboleta moderno é creditada ao nadador japonês Jiro Nagasawa.

A saída

A saída do nado borboleta também é feita do bloco de partida. Após o mergulho, o nadador mantém os braços à frente e realiza uma forte batida de pernas.

O estilo

Historicamente o nado atual nasceu do nado clássico (peito), evoluiu para o nado borboleta (com perna de peito e braço apresentando o movimento simultâneo com recuperação aérea) e, então, para o nado golfinho, com ondulação do corpo e movimentos simultâneos verticais das pernas. Em competição, as provas, no Brasil, são chamadas de borboleta, podendo também ser chamado de nado golfinho. O nado borboleta assemelha-se ao crawl. As pernas e os braços movem-se de modo parecido, com a diferença de que as pernas e os braços se mexem ao mesmo tempo.


Nesse estilo, também não há uma compensação de ombros, isto é, o nadador não realiza o movimento rotatório dos ombros e dos quadris, quando ocorrer a passagem da água. Por isso, ele exige do nadador mais força para enfrentar a resistência da água e é também bastante cansativo.


A virada

Na virada, o nadador tem que tocar as bordas com as duas mãos ao mesmo tempo, e no mesmo nível. Ao tocar a borda onde é localizado um sensor, o nadador não deve deixar que o corpo chegue muito perto. Depois de tocar na borda com as duas mãos, o braço do lado o qual o corpo vai virar é lançado de volta à piscina com o cotovelo flexionado. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça e os ombros na direção oposta, ao mesmo tempo em que os joelhos são flexionados e trazidos por baixo do corpo até que os pés toquem na borda.

A respiração

No nado borboleta, o nadador eleva o queixo para frente no começo da braçada para respirar. Quando os braços estiverem na sua máxima extensão, a meio do movimento aéreo, os ombros e a cabeça são levantados da água. Nesse momento, o nadador tem uma boa oportunidade para respirar. O rosto do nadador retorna a água um pouco antes das mãos completarem a braçada. Logo que as mãos entram na água, o nadador começa a expirar lentamente.

·                     COSTAS

Nado costas é um dos estilos que pode ser utilizado em competições desportivas de natação. Caracteriza-se pela posição do nadador de costas para o fundo da piscina, batida rápida de pernas e braçadas alternadas.

História

Não se sabe ao certo quando o homem começou a nadar de costas. Porém, em 1794 Oronzio de Bernadi descreveu um estilo com braçadas de costas. Mas somente a partir de 1912, os nadadores começaram a praticar o nado com mais velocidade. O mérito dessa evolução cabe ao nadador norte americano Harry Hebner, que venceu os cem metros nos jogos de Estocolmo, na Suécia, em 1912, utilizando-se de uma nova maneira de bater os pés.O nado de costas, ao contrário do que se imagina, não é tão fácil de se aprender com correção, por falta de condições perceptivas nos movimentos que fogem do nosso controle visual, principalmente no que concerne à execução subaquática, além de uma certa insegurança quanto à direção, que se está progredindo.

A Saída

A saída do nado de costas é realizada dentro da piscina. Por isso, o atleta precisa estar atento ao seu posicionamento junto à raia. Ao ser dada a saída, o nadador puxa o seu corpo contra o agarre e, ao mesmo tempo, empurra, com os pés, a borda de modo que o corpo se eleve e os quadris saiam da água, como se fosse uma mola comprimida. Ao ouvir o tiro, ele mergulha para trás.

O Estilo

Na natação de costas, o competidor fica de barriga para cima e as pernas têm muito mais importância do que no crawl. Existem várias maneiras de nadar de costas. A mais comum é o crawl de costas, em que os braços giram alternadamente como se fossem hélices.

Na fase aérea, o braço se mantém estendido e depois é levantado sempre na linha do ombro. Normalmente, os técnicos dizem: sai o dedão entra o dedinho, para explicar o movimento giratório dos braços.

O batimento das pernas seguem o padrão natural baseado na fórmula de seis batimentos para um ciclo completo de braçadas. Para aumentar a eficiência da batida de pernas, os joelhos devem ficar o tempo todo dentro da água.

A Virada

Para fazer a viragem, o nadador deve fazer uma aproximação à parede na posição ventral.O seu movimento dentro da água é semelhante a uma cambalhota de costas, composta únicamente por uma rotação do corpo que lhe coloca novamente na posição inicial, ou seja, posição dorsal.Ao tocar a borda com a palma da mão, a cabeça começa a afundar-se e a voltar-se no sentido oposto. As pernas devem acompanhar esse movimento, sendo lançadas por cima até encostarem-se à parede da piscina. Em seguida, o nadador dá impulso com os pés e prepara-se para voltar à posição original do estilo.

A Respiração

A respiração não apresenta grandes problemas para os nadadores no estilo costas porque seus rostos ficam a maior parte do tempo fora da água. No entanto, alguns especialistas recomendam que o nadador faça a respiração naturalmente, nadando e respirando de forma tranquila. Esse método é o mais recomendado para quem está começando a nadar.

·                     PEITO (Bruços ou antigamento chamado de “clássico”)

Bruços ou de peito é o mais antigo dos estilos de natação. Já no século XVI, havia uma maneira de nadar com os movimentos dos braços parecidos com o estilo atual. Naquele período, no entanto, os pés ainda eram batidos alternadamente (semelhante a um pontapé). Desse método é que originou o nado de peito. Em 1798, o nado de peito já era o estilo mais praticado em toda a Europa.

A Saída

A saída do nado de peito é feita do bloco de partida. Em comparação com os nados crawl e mariposa, o mergulho da saída do nado peito é um pouco mais profundo, para que o nadador aplique a braçada e a pernada ainda durante o mergulho, o que é chamado de filipina e garante melhor desenvoltura do nado. O nadador deve observar com atenção o posicionamento dos joelhos. Eles não podem estar muito a frente na preparação da pernada. Isso gera uma falha: o quadril sobe, o que produz atrito e enfraquece a potência da pernada.

O Estilo

Para os iniciantes, recomenda-se, em primeiro lugar, o aprendizado correto da batida de pernas. Esse movimento é de grande importância para a sustentação, o equilíbrio e a impulsão do nadador. Inicialmente, as pernas devem ser estendidas fortemente para trás. No momento em que as pernas são esticadas, o corpo tende a ficar na horizontal.

Braçada

No início da primeira braçada após a saída e a cada volta, o nadador deve estar sobre o peito. Ocasionalmente, o nadador pode ter um braço ligeiramente mais alto que o outro, mas se os movimentos dos braços são simultâneos e no mesmo plano horizontal, o estilo está correto. A chave para observar os braços é estar certo que se movimentam simultaneamente. A maioria das infrações ocorre com nadadores jovens, que ainda não tem uma boa coordenação.

As mãos devem ser lançadas juntas para a frente a partir do peito, abaixo ou sobre a água. Os cotovelos devem estar abaixo de água exceto para a última braçada antes da volta, durante a volta e na braçada final da chegada. As mãos devem ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos quadris, exceto durante a primeira braçada após a saída e em cada volta.

Durante cada ciclo completo de uma braçada e uma pernada, nesta ordem, parte da cabeça do nadador deve quebrar a superfície da água, exceto após a saída e após cada virada, quando o nadador poderá dar uma braçada completa até as pernas e uma pernada enquanto completamente submerso. A cabeça tem que quebrar a superfície da água antes que as mãos virem para dentro na parte mais larga da segunda braçada.

Pernada

Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem movimentos alternados. Os pés devem estar virados para fora durante a parte propulsiva da pernada. Não são permitidos movimentos em forma de tesoura, pernada vertical alternada ou de golfinho. É permitido quebrar a superfície da água com os pés, exceto seguido de uma pernada de golfinho.

A Virada
  
Para virar, o nadador precisa tocar a borda com as duas mãos, ao mesmo tempo e na mesma altura. Depois disso, o braço do lado para o qual o corpo vai virar é lançado de volta à piscina acima da cabeça. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça em sentido contrário. Ao mesmo tempo, os joelhos são direcionados para a borda até que os pés consigam tocá-la. Nesse momento, as mãos já devem estar juntas a frente, preparando-se para a retomada dos movimentos.

A Respiração


No momento em que o nadador estende as pernas, o corpo sobe, o que possibilita a elevação dos quadris. Com isso, automaticamente, o nadador retira a cabeça da água para respirar, do meio para o final da braçada. No início da propulsão, quando os braços ficam estendidos, o rosto do nadador está submerso, tendo a linha da água na altura da testa. Durante os movimentos dos braços, o nadador, lentamente, começa a expirar pela boca. IMPORTANTE: A respiração muito adiantada diminui o ritmo do estilo. O peito é o nado mais difícil por causa de tantas respirações.


·                     CRAWL

O nado de Crawl é uma técnica de natação e também uma disciplina olímpica.

O nado crawl já era praticado bem antes do aparecimento de nossa civilização. Ele é, sem dúvida, o estilo mais utilizado e mais rápido. Porém, na verdade ele não pode ser considerado como um estilo verdadeiro. Na verdade, o que existe é a prova de nado livre, quando o atleta pode nadar como quiser, até inventar um estilo próprio. Tanto, que a Fédération Internationale de Natation Amateur (FINA) não menciona o crawl pelo nome em seu livro. (De fato, até o ano de 1900, todos os eventos competitivos tinham características do estilo livre). Entretanto, nos eventos contemporâneos de estilo livre, os executantes são invariavelmente nadadores de crawl.

No princípio, o crawl utilizava diversas vezes o mesmo braço, o que cansava o nadador e dava pouca velocidade ao nado. Apenas em 1906, na Europa, que o crawl foi aperfeiçoado e passou a ser realizado em braçadas alternadas e com o movimento vertical das pernas.


A saída
No crawl, o nadador começa a prova do bloco. Para mergulhar, ele deve imaginar que está a cair num buraco. Dessa forma, seu corpo cria menos atrito com a água e, consequentemente, consegue ir mais longe com o mergulho. Para realizar o mergulho correto, recomenda-se aos iniciantes observarem bem a posição do corpo na hora da saída. Os joelhos devem ser bem flexionados, os braços esticados à frente, sempre na altura das orelhas. No momento em que ouvir o sinal de partida, o nadador salta e mantém esse posicionamento. Dessa forma, além de executar uma saída correta, o atleta está protegendo a sua própria cabeça.

O estilo
No estilo crawl, os braços se movimentam alternadamente e as pernas para cima e para baixo. Durante todo o tempo, o nadador se mantém com a barriga para baixo. Depois de ter mergulhado, o nadador precisa seguir todos os passos para realizar o nado crawl corretamente. Nesse estilo, os braços respondem por 75% da propulsão (ou seja, o impulso para frente) e as pernas por 25% em média. Os braços são responsáveis pela velocidade. Na fase de propulsão, debaixo da água o braço faz um movimento parecido com um ponto de interrogação “?” ou um “S”. Com isso, o nadador consegue “empurrar” mais água e aumentar a sua propulsão verdadeira. Depois segue-se a fase fora da água, em que os braços devem ser projetados à frente, com os cotovelos dobrados e a ponta dos dedos ficando na diagonal, isto é, o polegar virado para baixo. A principal diferença entre o tronco do nado crawl e a remada na prancha é a postura dos cotovelos no movimento.


FASES DE SAÍDA DO NADO COSTAS

Dentre os quatro estilos de nados competitivos, sem dúvida a largada do nado costas é a mais complicada de ser executada para o máximo de aproveitamento possível. Atletas estilistas deste nado devem saber de antemão que em qualquer das provas de 50m, 100m ou 200m, o mergulho ou saída no nado costas pode determinar o resultado final. Podemos considerar com isso o aproveitamento e a intensidade, os quais são mais exigidos na medida em a prova se torna cada vez mais curta. A execução em si da saída exige agilidade, flexibilidade, explosão e alta resistência para manter o máximo de aproveitamento da velocidade adquirida com o impulso inicial.
Swimmer UFRN traz algumas dicas de como executar e treinar a saída do nado costas, advertindo que além dessas dicas, o atleta precisa sempre ter o mínimo de cuidado com suas articulações a partir da posição de start (saída), justamente para evitar lesões e conseguir determinar seu ritmo durante a prova. Seções de alongamentos concentrados, principalmente antes e sempre que realizar seu treinamento são imprescindíveis.

1. Aos seus lugares... Take your mark!
Ao tomar a posição de saída você precisa estar na posição regulamentar, isto é, de costas para o percurso da prova com os braços apoiados no bloco de partida e os dedos dos pés apoiados na borda – as regras atuais não exigem que os dedos estejam submersos (cf. imagem à esq.). Você deve recolher o seu corpo junto ao bloco de partida e estar pronto para explodir. Não fique muito contraído. Também não coloque muita pressão nos seus pés, pois isso aumenta (e muito) o risco de escorregar na borda.

2. O objetivo é um só buraco
Com o impulso inicial, o nadador deve girar seus braços abrindo-os em semi-círculo a partir de suas posições laterais, até que suas mãos se encontrem com o giro para trás. Este movimento de abrir-fechar os braços em semi-círculos laterais deve ser coordenado com o movimento do corpo durante o impulso no ar, antes do toque inicial com a água (por trás do nadador).
Ao executar a saída, a intenção é entrar na água num só buraco, pois assim o nadador conseguirá o mínimo de resistência pró em relação a seu eixo de inércia ou stream line. Dentro deste “buraco” devem entrar primeiro os braços, a cabeça, o corpo e os pés, sem qualquer outro movimento extra na entrada na água.

A fim de garantir esta entrada “perfeita”, é muito importante o movimento de arco que o corpo desenvolve no ar, após deixar a borda. Deve-se maximizar ainda mais este arco com uma contração dos glúteos no movimento deixando ele ainda mais perfeito.

3. Jogando seus pés para cima
Na saída de costas, não há desculpa para a imperfeição, detalhes precisam ser maximizados. Arrastar o corpo ou qualquer parte (geralmente os pés no final) pode atrapalhar a velocidade e a potência desenvolvida no impulso inicial. Ao realizar o vôo para trás, não limite toda sua atenção nos movimentos com os braços esquecendo os pés.
Pense nos seus pés como se fosse o fim de um chicote, dando uma pequena jogada para cima antes da entrada na água. Isso vai facilitar ainda mais o movimento do arco de entrada na água.



4. Streamline
Logo na entrada do corpo na água, a velocidade adquirida é a certeza da continuação do movimento de saída. De nada adianta um movimento perfeito de saída e vôo, uma entrada melhor ainda para um deslize sem qualquer posição de streamline. É como se jogássemos tudo fora após realizar o mais difícil. Um bom streamline é a certeza da otimização de uma boa saída.

 
5. Sem bolhas!
Muitos nadadores soltam bolhas de sua respiração durante o percurso submerso (até os 15m, segundo as regras oficiais). Isso deve ser trabalhado de modo que o atleta treine cada vez mais até conseguir não respirar durante o percurso submerso, ou na melhor das hipóteses, soltar o ar rapidamente com o movimento da primeira braçada aérea. As bolhas fragilizam a resistência durante o movimento adquirido com as ondulações e ao mesmo tempo, atrapalham o apoio submerso das partes em movimento (quadril, pernas e pés), criando micro resistências pró que somadas, causam a perda de velocidade. Outro detalhe bem técnico desta fase é tentar manter uma contração nos músculos faciais e narina, a fim de minimizar a área exposta à resistência, incrementando a velocidade do streamline.

 
6. Fresh air
Após a entrada na água para a parte submersa do mergulho, é imprescindível o movimento de ondulações do quadril com o aproveitamento da velocidade inicial. As ondulações se apóiam nos pés em paralelo fazendo o movimento de baixo para cima e sempre tomando a base de apoio de baixo do nível da água e impulsionando as costas dos pés para cima. Esse movimento deve ser repetido até o momento da subida. Uma forma de melhor aproveitamento da velocidade é fazer as ondulações em ciclos e a cada ciclo ir subindo gradativamente. Durante as ondulações, as mãos com os braços devem estar levemente inclinados para cima, inclusive para se ter noção da pressão cada vez mais diminuindo (na medida em que o corpo sobe para a superfície). Alguns nadadores contam as ondulações durante seu treinamento para numa competição fazer automaticamente. 06 a 08 ondulações são o suficiente para percorrer os 15 metros submersos, mas claro, depende do aproveitamento do ciclo de ondulações com o treinamento.
Na subida para a superfície, o nadador deve expelir o ar que mantém acumulado desde o início da saída para no seu primeiro movimento de braçada aérea estar apto a fazer uma pegada de ar puro.

 

FONTE:

Série especial sobre brincadeiras regionais

Após um intenso uni-duni-tê, mapeamos 40 brincadeiras em dez estados brasileiros. Elas compõem a série especial que você acompanha nesta página

Ana Ligia Scachetti (novaescola@fvc.org.br). Colaboraram Caroline Ferreira e Fernanda Salla

Será que as crianças de hoje ainda cantam assim? Do que elas brincam? Para responder a essas dúvidas, NOVA ESCOLA inicia nesta edição uma série de dez reportagens sobre brincadeiras nas cinco regiões brasileiras. Você verá que os pequenos ainda se divertem bastante nesse país tão plural. "Há uma cultura da infância muito viva no Brasil e devemos prestar atenção nela", constata Renata Meirelles, coordenadora do projeto Território do Brincar. 

Apesar dessa diversidade, Renata admite que os empecilhos para que as práticas infantis se desenvolvam são grandes. Afinal, a interação entre os mais novos tem diminuído. Em muitas cidades, as brincadeiras de rua mudaram de endereço: agora estão nas áreas comuns dos prédios e nos parques. Também têm lugar em organizações não governamentais (ONGs) e no pátio das escolas, que as crianças frequentam após as aulas para atividades do contraturno. A vida delas está cada vez mais institucionalizada e, nesses locais, há quase sempre um adulto indicando o que devem fazer. Normalmente, são divididas por idade, o que gera grupos homogêneos e dificulta a troca de repertórios. "Criança sem tempo livre perde o espaço mais intrínseco do brincar, que é a liberdade de decidir e de construir", avalia. 

A falta de condições para que as atividades típicas da infância fluam é preocupação também de Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (Nepsid), em São Paulo. "É importante que os adultos resgatem as brincadeiras, ensinem os pequenos e deixem que eles se expressem." 

Com o estímulo na medida certa, a criançada abre mão dos brinquedos industrializados e reconfigura a diversão a seu modo. "Enquanto estamos mapeando as brincadeiras, outras estão nascendo. Não devemos rotulá-las nem considerar que umas são melhores que outras. Todas são fruto da relação das crianças com elas mesmas", complementa Renata. 

Para colaborar com a disseminação dessa riqueza infantil, a revista apresenta quatro atividades de cada um dos dez estados visitados. As quatro páginas seguintes, que abordam o estado de São Paulo, são o primeiro capítulo do levantamento nacional. E no sitenovaescola.org.br/brincadeiras-regionais serão apresentados mais imagens e detalhes das manifestações encontradas. E aí, quer brincar com a gente?

Brincadeiras regionais

Do que as crianças brincam? Nesta série especial reunimos 40 brincadeirasde todas as regiões do Brasil. Aprenda as regras, ouça as músicas e experimente! Você também assiste a cinco vídeos, com as melhores brincadeiras de cada região

Mapa de brincadeiras regionais do Brasil



CRIANDO ESTRATÉGIAS PARA JOGAR QUEIMADA

Para jogar queimada, é preciso ter estratégia

A classe tem de conhecer diferentes regras. Não basta fugir da bola e atacar os adversáriosAo fim do primeiro jogo, Silva reuniu a turma para discutir as estratégias dos times. Foto: Marina Piedade


Para enfatizar o trabalho tático e o espírito de equipe, Silva propôs uma variedade de queimada em que o morto de cada time tem três partes: além do tradicional fundo, inclui as laterais. Os estudantes tiveram de desenvolver outras estratégias, já que quem estava naquela área tinha mais possibilidades para ajudar o time a queimar os adversários. Se a bola sai para uma das laterais, uma das possibilidades do jogador que está ali é, em vez de tentar queimar algum oponente, passar a bola para um colega na outra lateral. Ele, por sua vez, tenta queimar um dos adversários, que são surpreendidos. "Cooperar faz parte dos jogos competitivos", enfatiza Neira.

Outra variação do jogo praticada pela turma foi a queimada invertida. "Todos os jogadores começam no cemitério e quem queima o adversário entra em quadra. Vence a equipe que vai para a quadra primeiro", explica Marcos Santos Mourão, professor da Corpo Educação, em São Paulo. Nessa modalidade, quem já saiu do cemitério tem de colaborar com os colegas que ainda estão lá, dando dicas para que saiam também.

Silva ainda explorou outras variedades para avaliar a criançada: usou mais de uma bola ao mesmo tempo e mudou as partes frias do corpo (que não podem ser queimadas). "Temos de dar chance para todos participarem e usarem seus pontos fortes a favor da equipe."
1 Pensando nos movimentos Converse com os alunos sobre a queimada. Que regras eles seguem? Convide-os para brincar e proponha atividades de prática e reflexão sobre os movimentos básicos: arremessar, agarrar e desviar da bola e correr. Para isso, organize duplas e apresente a queimada individual, em que não há separação por times.

2 Criando as estratégias Proponha que a turma brinque seguindo as regras que conhece.Observe atentamente as táticas de cada time. Depois, reúna a classe e converse sobre o jogo. Quais as principais reclamações? E as soluções que a turma sugere? Incentive a criação de estratégias, deixando claro que jogar bem não signifca só ser bom queimador.

3 Conhecendo novidades Varie as modalidades de queimada de acordo com os objetivos. Proponha que os estudantes usem duas ou mais bolas em campo, por exemplo. Assim, eles vão perceber que a organização em quadra deve mudar para diminuir a probabilidade de alguém ser atingido.

FONTE: Revista Nova Escola - Ed. Abril

JOGO DE QUEIMADA: Trabalhando Estratégia

Para jogar queimada, é preciso ter estratégia

A classe tem de conhecer diferentes regras. Não basta fugir da bola e atacar os adversários

A criançada certamente sabe brincar de caçado ou caçador, como se diz no Rio Grande do Sul, queimado, em Pernambuco, ou queimada, em São Paulo. Simples e popular, esse jogo com bola é muitas vezes mal aproveitado na escola. Geralmente, é subestimado e acaba sendo usado só como uma atividade de aquecimento no início das aulas de Educação Física ou em propostas livres, que se encerram no próprio jogo. 

Que tal pensar em explorá-lo ao máximo, trabalhando a diversidade das formas de jogar em prol dos objetivos de aprendizagem? Foi o que fez Vinicius da Silva, professor do 5º ano da EMEF Elza Regina Bevilacqua, em São José dos Campos, a 94 quilômetros da capital paulista. "Os alunos já jogavam queimada por vontade própria, fora da escola e nos intervalos. Além de ajudá-los a refletir sobre os movimentos, quis desafiá-los com outras variedades", diz o educador. 

Ele começou a sequência didática perguntando o que as crianças sabiam sobre a queimada. Elas descreveram as regras que usavam e Silva concluiu que a turma brincava da maneira tradicional. Ou seja, os jogadores são divididos em duas equipes - cada uma ocupa metade da quadra, separada por uma linha. É usada uma bola e quem estiver com ela em mãos precisa atingir membros do time rival, que por sua vez só são queimados se a bola tocar alguma parte do corpo deles e cair no chão. Se eles conseguem agarrá-la, estão salvos. Se são queimados, vão para o fundo do campo adversário, chamado morto ou cemitério. Dali, tentam atingir os oponentes com a bola. Vence a equipe que queimar todos os adversários primeiro. Na EMEF Elza Regina Bevilacqua, os alunos jogaram seguindo 
as regras tradicionais. Foto: Marina Piedade

Falar sobre o jogo para se sair melhor 

Para fazer a turma começar a se mexer, refletir sobre os movimentos envolvidos na brincadeira e conhecer novas formas de jogar, Silva propôs inicialmente o que chamou de queimada individual. Nesse jeito de brincar, os participantes ficam espalhados pela quadra e quem pega a bola deve tentar atingir qualquer um dos colegas. Não há cemitério: aqueles que são queimados devem sentar no chão e permanecer assim até o fim da partida. "Como não há times, todos têm de fugir de todos. Esse trabalho foca bastante em aprender a se esquivar", conta o educador. 

Para que a meninada também possa praticar os movimentos de agarrar e arremessar, vale criar situações de jogo em que todos os alunos interajam com a bola por bastante tempo. Uma proposta que contempla esse objetivo é formar duplas. Cada criança deve ora se defender da bola (pensando em maneiras de se esquivar), ora atacar (observando se tem mais firmeza jogando com as duas mãos ou com uma só e com que intensidade precisa arremessar para acertar o colega - quanto mais perto o adversário estiver, menos força é preciso). "Uma opção, nesse momento, é estipular algumas distâncias entre os estudantes. Assim, evitamos que alguém se machuque", explica Júlio César Soares Pereira, professor da Escola da Vila, em São Paulo. 

Realizada a atividade da queimada individual, Silva dividiu os alunos em dois times e pediu que jogassem de acordo com as regras que conheciam, retomando o que tinham conversado no início. É um momento rico de observação. O professor pode analisar se os estudantes colocam em cena táticas coletivas ou se jogam de modo individualizado e quais as principais preocupações deles - queimar muitos adversários ou se defender para ser o último em quadra, por exemplo. 

Terminado o jogo, Silva conversou com os alunos: "O que acharam da partida?". "O que pode ser feito para solucionar os problemas?", e "Alguém acha que não teve oportunidade de participar bastante?" Era hora de falar sobre a importância das estratégias. "Uma estudante reclamou que mal pegou a bola. Então, perguntei se ajudaria ela ter se posicionado em uma parte da quadra que tivesse ficado vazia mas que fosse interessante para queimar um adversário", conta o educador. Problematizações como essa ajudam as crianças a refletir sobre as nuances do jogo e as várias táticas que podem ser desenvolvidas. Quem é bom queimador, por exemplo, pode se deixar queimar de propósito para poder, estando no morto, ajudar os colegas a eliminar mais jogadores do outro time. Pensar sobre isso faz com que mitos sejam derrubados, como achar que ser logo atingido é necessariamente ruim e que o bom jogador é aquele que nunca é queimado. 

Durante a reflexão, vale também chamar a atenção da classe: não é necessário ser bom na realização de todos os movimentos (arremessar, agarrar, correr etc.). "Um jogador pode não tocar a bola o jogo inteiro, se preocupando só em fugir para ser o último em quadra, fazendo seu time vencer", diz Marcos Garcia Neira, docente da Universidade de São Paulo (USP).

FONTE: Revista Nova Escola