ESTILOS DE NADOS
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BORBOLETA
O estilo borboleta (também conhecido como golfinho
ou mariposa) é um estilo de natação relativamente novo. Seu nascimento ocorreu
em função das incertezas do regulamento do nado peito. Isso porque, até a
década de 1950, o deslocamento dos braços para frente não estava previsto nas
regras da Federação Internacional de Natação, gerando semelhança entre os dois
estilos. A invenção do estilo borboleta moderno é creditada ao nadador japonês
Jiro Nagasawa.
A saída
A saída do nado borboleta também é feita do bloco de partida. Após o
mergulho, o nadador mantém os braços à frente e realiza uma forte batida de
pernas.
O estilo
Historicamente o nado atual nasceu do nado clássico (peito), evoluiu
para o nado borboleta (com perna de peito e braço apresentando o movimento
simultâneo com recuperação aérea) e, então, para o nado golfinho, com ondulação
do corpo e movimentos simultâneos verticais das pernas. Em competição, as
provas, no Brasil, são chamadas de borboleta, podendo também ser chamado de
nado golfinho. O nado borboleta assemelha-se ao crawl. As pernas e os braços
movem-se de modo parecido, com a diferença de que as pernas e os braços se
mexem ao mesmo tempo.
Nesse estilo, também não há uma compensação de
ombros, isto é, o nadador não realiza o movimento rotatório dos ombros e dos
quadris, quando ocorrer a passagem da água. Por isso, ele exige do nadador mais
força para enfrentar a resistência da água e é também bastante cansativo.
A virada
Na virada, o nadador tem que tocar as bordas com as duas mãos ao mesmo
tempo, e no mesmo nível. Ao tocar a borda onde é localizado um sensor, o
nadador não deve deixar que o corpo chegue muito perto. Depois de tocar na
borda com as duas mãos, o braço do lado o qual o corpo vai virar é lançado de
volta à piscina com o cotovelo flexionado. A outra mão empurra a borda para
jogar a cabeça e os ombros na direção oposta, ao mesmo tempo em que os joelhos
são flexionados e trazidos por baixo do corpo até que os pés toquem na borda.
A respiração
No nado borboleta, o nadador eleva o queixo para frente no começo da
braçada para respirar. Quando os braços estiverem na sua máxima extensão, a
meio do movimento aéreo, os ombros e a cabeça são levantados da água. Nesse momento,
o nadador tem uma boa oportunidade para respirar. O rosto do nadador retorna a
água um pouco antes das mãos completarem a braçada. Logo que as mãos entram na
água, o nadador começa a expirar lentamente.
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COSTAS
Nado costas é um dos estilos que pode ser utilizado em competições
desportivas de natação. Caracteriza-se pela posição do nadador de costas para o
fundo da piscina, batida rápida de pernas e braçadas alternadas.
História
Não se sabe ao certo quando o homem começou a nadar de costas. Porém, em
1794 Oronzio de Bernadi descreveu um estilo com braçadas de costas. Mas somente
a partir de 1912, os nadadores começaram a praticar o nado com mais velocidade.
O mérito dessa evolução cabe ao nadador norte americano Harry Hebner, que
venceu os cem metros nos jogos de Estocolmo, na Suécia, em 1912, utilizando-se
de uma nova maneira de bater os pés.O nado de costas, ao contrário do que se
imagina, não é tão fácil de se aprender com correção, por falta de condições
perceptivas nos movimentos que fogem do nosso controle visual, principalmente
no que concerne à execução subaquática, além de uma certa insegurança quanto à
direção, que se está progredindo.
A Saída
A saída do nado de costas é realizada dentro da piscina. Por isso, o
atleta precisa estar atento ao seu posicionamento junto à raia. Ao ser dada a
saída, o nadador puxa o seu corpo contra o agarre e, ao mesmo tempo, empurra,
com os pés, a borda de modo que o corpo se eleve e os quadris saiam da água,
como se fosse uma mola comprimida. Ao ouvir o tiro, ele mergulha para trás.
O Estilo
Na natação de costas, o competidor fica de barriga para cima e as pernas
têm muito mais importância do que no crawl. Existem várias maneiras de nadar de
costas. A mais comum é o crawl de costas, em que os braços giram alternadamente
como se fossem hélices.
Na fase aérea, o braço se mantém estendido e depois
é levantado sempre na linha do ombro. Normalmente, os técnicos dizem: sai o
dedão entra o dedinho, para explicar o movimento giratório dos braços.
O batimento das pernas seguem o padrão natural baseado na fórmula de
seis batimentos para um ciclo completo de braçadas. Para aumentar a eficiência
da batida de pernas, os joelhos devem ficar o tempo todo dentro da água.
A Virada
Para fazer a viragem, o nadador deve fazer uma aproximação à parede na
posição ventral.O seu movimento dentro da água é semelhante a uma cambalhota de
costas, composta únicamente por uma rotação do corpo que lhe coloca novamente
na posição inicial, ou seja, posição dorsal.Ao tocar a borda com a palma da
mão, a cabeça começa a afundar-se e a voltar-se no sentido oposto. As pernas
devem acompanhar esse movimento, sendo lançadas por cima até encostarem-se à
parede da piscina. Em seguida, o nadador dá impulso com os pés e prepara-se
para voltar à posição original do estilo.
A Respiração
A respiração não apresenta grandes problemas para os nadadores no estilo
costas porque seus rostos ficam a maior parte do tempo fora da água. No
entanto, alguns especialistas recomendam que o nadador faça a respiração
naturalmente, nadando e respirando de forma tranquila. Esse método é o mais
recomendado para quem está começando a nadar.
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PEITO (Bruços ou antigamento chamado de
“clássico”)
Bruços ou de peito é o mais antigo dos estilos de natação. Já no século
XVI, havia uma maneira de nadar com os movimentos dos braços parecidos com o
estilo atual. Naquele período, no entanto, os pés ainda eram batidos
alternadamente (semelhante a um pontapé). Desse método é que originou o nado de
peito. Em 1798, o nado de peito já era o estilo mais praticado em toda a
Europa.
A Saída
A saída do nado de peito é feita do bloco de partida. Em comparação com
os nados crawl e mariposa, o mergulho da saída do nado peito é um pouco mais
profundo, para que o nadador aplique a braçada e a pernada ainda durante o
mergulho, o que é chamado de filipina e garante melhor desenvoltura do nado. O
nadador deve observar com atenção o posicionamento dos joelhos. Eles não podem
estar muito a frente na preparação da pernada. Isso gera uma falha: o quadril
sobe, o que produz atrito e enfraquece a potência da pernada.
O Estilo
Para os iniciantes, recomenda-se, em primeiro lugar, o aprendizado
correto da batida de pernas. Esse movimento é de grande importância para a
sustentação, o equilíbrio e a impulsão do nadador. Inicialmente, as pernas
devem ser estendidas fortemente para trás. No momento em que as pernas são
esticadas, o corpo tende a ficar na horizontal.
Braçada
No início da primeira braçada após a saída e a cada volta, o nadador
deve estar sobre o peito. Ocasionalmente, o nadador pode ter um braço
ligeiramente mais alto que o outro, mas se os movimentos dos braços são
simultâneos e no mesmo plano horizontal, o estilo está correto. A chave para
observar os braços é estar certo que se movimentam simultaneamente. A maioria
das infrações ocorre com nadadores jovens, que ainda não tem uma boa
coordenação.
As mãos devem ser lançadas juntas para a frente a partir do peito,
abaixo ou sobre a água. Os cotovelos devem estar abaixo de água exceto para a
última braçada antes da volta, durante a volta e na braçada final da chegada.
As mãos devem ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da
água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos quadris,
exceto durante a primeira braçada após a saída e em cada volta.
Durante cada ciclo completo de uma braçada e uma pernada, nesta ordem,
parte da cabeça do nadador deve quebrar a superfície da água, exceto após a
saída e após cada virada, quando o nadador poderá dar uma braçada completa até
as pernas e uma pernada enquanto completamente submerso. A cabeça tem que
quebrar a superfície da água antes que as mãos virem para dentro na parte mais
larga da segunda braçada.
Pernada
Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano
horizontal, sem movimentos alternados. Os pés devem estar virados para fora
durante a parte propulsiva da pernada. Não são permitidos movimentos em forma
de tesoura, pernada vertical alternada ou de golfinho. É permitido quebrar a
superfície da água com os pés, exceto seguido de uma pernada de golfinho.
A Virada
Para virar, o nadador precisa tocar a borda com as duas mãos, ao mesmo
tempo e na mesma altura. Depois disso, o braço do lado para o qual o corpo vai
virar é lançado de volta à piscina acima da cabeça. A outra mão empurra a borda
para jogar a cabeça em sentido contrário. Ao mesmo tempo, os joelhos são
direcionados para a borda até que os pés consigam tocá-la. Nesse momento, as
mãos já devem estar juntas a frente, preparando-se para a retomada dos
movimentos.
A Respiração
No momento em que o nadador estende as pernas, o
corpo sobe, o que possibilita a elevação dos quadris. Com isso,
automaticamente, o nadador retira a cabeça da água para respirar, do meio para
o final da braçada. No início da propulsão, quando os braços ficam estendidos,
o rosto do nadador está submerso, tendo a linha da água na altura da testa.
Durante os movimentos dos braços, o nadador, lentamente, começa a expirar pela
boca. IMPORTANTE: A respiração muito adiantada diminui o ritmo do estilo. O
peito é o nado mais difícil por causa de tantas respirações.
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CRAWL
O nado de Crawl é uma técnica de natação e também uma disciplina
olímpica.
O nado crawl já era praticado bem antes do
aparecimento de nossa civilização. Ele é, sem dúvida, o estilo mais utilizado e
mais rápido. Porém, na verdade ele não pode ser considerado como um estilo
verdadeiro. Na verdade, o que existe é a prova de nado livre, quando o atleta
pode nadar como quiser, até inventar um estilo próprio. Tanto, que a Fédération
Internationale de Natation Amateur (FINA) não menciona o crawl pelo nome em seu
livro. (De fato, até o ano de 1900, todos os eventos competitivos tinham
características do estilo livre). Entretanto, nos eventos contemporâneos de estilo
livre, os executantes são invariavelmente nadadores de crawl.
No princípio, o crawl utilizava diversas vezes o mesmo braço, o que
cansava o nadador e dava pouca velocidade ao nado. Apenas em 1906, na Europa,
que o crawl foi aperfeiçoado e passou a ser realizado em braçadas alternadas e
com o movimento vertical das pernas.
A saída
No crawl, o nadador começa a prova do bloco. Para mergulhar, ele deve
imaginar que está a cair num buraco. Dessa forma, seu corpo cria menos atrito
com a água e, consequentemente, consegue ir mais longe com o mergulho. Para
realizar o mergulho correto, recomenda-se aos iniciantes observarem bem a
posição do corpo na hora da saída. Os joelhos devem ser bem flexionados, os
braços esticados à frente, sempre na altura das orelhas. No momento em que
ouvir o sinal de partida, o nadador salta e mantém esse posicionamento. Dessa
forma, além de executar uma saída correta, o atleta está protegendo a sua
própria cabeça.
O estilo
No estilo crawl, os braços se movimentam alternadamente e as pernas para
cima e para baixo. Durante todo o tempo, o nadador se mantém com a barriga para
baixo. Depois de ter mergulhado, o nadador precisa seguir todos os passos para
realizar o nado crawl corretamente. Nesse estilo, os braços respondem por 75%
da propulsão (ou seja, o impulso para frente) e as pernas por 25% em média. Os
braços são responsáveis pela velocidade. Na fase de propulsão, debaixo da água
o braço faz um movimento parecido com um ponto de interrogação “?” ou um “S”.
Com isso, o nadador consegue “empurrar” mais água e aumentar a sua propulsão
verdadeira. Depois segue-se a fase fora da água, em que os braços devem ser
projetados à frente, com os cotovelos dobrados e a ponta dos dedos ficando na
diagonal, isto é, o polegar virado para baixo. A principal diferença entre o
tronco do nado crawl e a remada na prancha é a postura dos cotovelos no
movimento.