Série especial sobre brincadeiras regionais
Após um intenso uni-duni-tê, mapeamos 40 brincadeiras em dez estados brasileiros. Elas compõem a série especial que você acompanha nesta página
Ana Ligia Scachetti (novaescola@fvc.org.br). Colaboraram Caroline Ferreira e Fernanda Salla
Será que as crianças de hoje ainda cantam assim? Do que elas brincam? Para responder a essas dúvidas, NOVA ESCOLA inicia nesta edição uma série de dez reportagens sobre brincadeiras nas cinco regiões brasileiras. Você verá que os pequenos ainda se divertem bastante nesse país tão plural. "Há uma cultura da infância muito viva no Brasil e devemos prestar atenção nela", constata Renata Meirelles, coordenadora do projeto Território do Brincar.
Apesar dessa diversidade, Renata admite que os empecilhos para que as práticas infantis se desenvolvam são grandes. Afinal, a interação entre os mais novos tem diminuído. Em muitas cidades, as brincadeiras de rua mudaram de endereço: agora estão nas áreas comuns dos prédios e nos parques. Também têm lugar em organizações não governamentais (ONGs) e no pátio das escolas, que as crianças frequentam após as aulas para atividades do contraturno. A vida delas está cada vez mais institucionalizada e, nesses locais, há quase sempre um adulto indicando o que devem fazer. Normalmente, são divididas por idade, o que gera grupos homogêneos e dificulta a troca de repertórios. "Criança sem tempo livre perde o espaço mais intrínseco do brincar, que é a liberdade de decidir e de construir", avalia.
A falta de condições para que as atividades típicas da infância fluam é preocupação também de Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (Nepsid), em São Paulo. "É importante que os adultos resgatem as brincadeiras, ensinem os pequenos e deixem que eles se expressem."
Com o estímulo na medida certa, a criançada abre mão dos brinquedos industrializados e reconfigura a diversão a seu modo. "Enquanto estamos mapeando as brincadeiras, outras estão nascendo. Não devemos rotulá-las nem considerar que umas são melhores que outras. Todas são fruto da relação das crianças com elas mesmas", complementa Renata.
Para colaborar com a disseminação dessa riqueza infantil, a revista apresenta quatro atividades de cada um dos dez estados visitados. As quatro páginas seguintes, que abordam o estado de São Paulo, são o primeiro capítulo do levantamento nacional. E no sitenovaescola.org.br/brincadeiras-regionais serão apresentados mais imagens e detalhes das manifestações encontradas. E aí, quer brincar com a gente?
Apesar dessa diversidade, Renata admite que os empecilhos para que as práticas infantis se desenvolvam são grandes. Afinal, a interação entre os mais novos tem diminuído. Em muitas cidades, as brincadeiras de rua mudaram de endereço: agora estão nas áreas comuns dos prédios e nos parques. Também têm lugar em organizações não governamentais (ONGs) e no pátio das escolas, que as crianças frequentam após as aulas para atividades do contraturno. A vida delas está cada vez mais institucionalizada e, nesses locais, há quase sempre um adulto indicando o que devem fazer. Normalmente, são divididas por idade, o que gera grupos homogêneos e dificulta a troca de repertórios. "Criança sem tempo livre perde o espaço mais intrínseco do brincar, que é a liberdade de decidir e de construir", avalia.
A falta de condições para que as atividades típicas da infância fluam é preocupação também de Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (Nepsid), em São Paulo. "É importante que os adultos resgatem as brincadeiras, ensinem os pequenos e deixem que eles se expressem."
Com o estímulo na medida certa, a criançada abre mão dos brinquedos industrializados e reconfigura a diversão a seu modo. "Enquanto estamos mapeando as brincadeiras, outras estão nascendo. Não devemos rotulá-las nem considerar que umas são melhores que outras. Todas são fruto da relação das crianças com elas mesmas", complementa Renata.
Para colaborar com a disseminação dessa riqueza infantil, a revista apresenta quatro atividades de cada um dos dez estados visitados. As quatro páginas seguintes, que abordam o estado de São Paulo, são o primeiro capítulo do levantamento nacional. E no sitenovaescola.org.br/brincadeiras-regionais serão apresentados mais imagens e detalhes das manifestações encontradas. E aí, quer brincar com a gente?
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