SE ELA DANÇA EU DANÇO...

A HISTÓRIA DA DANÇA

A dança surgiu numa época em que nem existiam instrumentos musicais, mas os nossos ancestrais já se movimentavam utilizando o ritmo do corpo e o som da natureza; vento, mar, balanço das árvores, movimentos dos animais, etc.
Como a música era essencial eles utilizavam a voz e cantavam como pássaros. Mas, não tinha muita graça dançar sem músicas diferentes. Criaram então os instrumentos musicais. Isso aconteceu por volta de 6500 a.C. (no período Neolítico). Em algumas escavações arqueológicas, foram encontrados assobios feitos de osso flautas e matracas (que são um tipo de instrumento de percussão bem simples).
Esses instrumentos também estão presentes nas artes pintadas e esculpidas em pedras e paredes.



A IMPORTÂNCIA DA DANÇA

A dança deixou de ser só uma diversão e passou a fazer parte de rituais religiosos, reuniões, bailes com encontros amorosos, demonstrações de força e com a evolução da espécie humana tudo passou a ser motivo para entrar na dança: festas, comemorações, cultos, matrimônio, etc.
A dança mexe com o corpo e também com os sentimentos. Por isso passou também a ser utilizada para representar cenas no teatro, cinema, televisão, abertura de jogos e esportes, festivais e grandes espetáculos.


A DANÇA NO BRASIL
No Brasil a dança representa a cultura do nosso povo; os índios, negros, brancos, estrangeiros e pessoas do mundo todo que escolheram morar aqui.
Os índios dançam descalços e usam a dança em rituais religiosos. Os negros também dançam descalços, mas dominam outros ritmos e instrumentos musicais. Os europeus usam muito os pés e também o corpo para produzirem sons como o flamengo por exemplo. E também surgiu a dança misturada com movimentos de lutas que foi muito utilizada pelos negros para se protegerem de ataques e hoje é considerada uma luta que oficialmente representa o nosso país: a capoeira.
A dança passou a ter um significado mágico. Apesar de algumas religiões até proibirem e quererem acabar com esse costume, a dança evoluiu ao longo do tempo e hoje é até representada por movimentos como o Hip Hop por exemplo.
Aos poucos, muitos estilos foram surgindo acompanhados dos variados ritmos musicais.  Afinal, não há dança sem música!
Esse conjunto de costumes e tradições de um povo é chamado de folclore que junto com a música e dança também reúne outros costumes como; roupas, culinária, lendas, parlendas, brincadeiras, cânticos, etc.
 E a dança folclórica é um dos mais ricos representantes da nossa cultura. Em cada estado do Brasil, ela recebeu influências das origens de pessoas que ali viveram e ensinaram um pouco da sua arte.


Por: Profª Paula Oliveira pra o Blog: EducFit


O Futebol e a Matemática

Leitura e reflexão do texto: O FUTEBOL E A MATEMÁTICA

Autor: Moacyr Scliar

O técnico reuniu o time dois dias antes da partida com o tradicional adversário. Tinha uma importante comunicação a fazer.

Meus amigos, hoje começa uma nova fase na vida do nosso clube. Até agora, cada um jogava o futebol que sabia. Eu ensinava alguma coisa, é verdade, mas a gente se guiava mesmo era pelo instinto. Isso acabou. Graça a um dos nossos diretores, que é um cara avançado e sabe das coisas, nós vamos jogar de maneira completamente diferente. Nós vamos jogar de maneira científica.

Abriu uma pasta e de lá tirou uma série de tabelas e gráficos feitos em computador.

Sabem o que é isso? É o modelo matemático para o nosso jogo. Foi feito com base em todas as partidas que jogamos contra o nosso adversário, desde 1923. Está tudo aqui, cientificamente analisado. E está aqui também a previsão para a nossa partida. Eles provaram estatisticamente que o adversário vai marcar um gol aos 12 minutos do primeiro tempo. Nós vamos empatar aos 24 minutos do segundo tempo e vamos marcar o gol da vitória aos 43 minutos. Portanto, não percam a calma. Esperem pelo segundo tempo. É aí que vamos ganhar.

Os jogadores se olharam, perplexos. Mas ciência é ciência; tudo o que eles tinham a fazer era jogar de acordo com o modelo matemático.

Veio o grande dia. Estádio lotado, começou a partida, e, tal como previsto, o adversário fez um gol aos 12 minutos. E aí sucedeu o inesperado.

Um jogador chamado Fuinha, um rapaz magrinho, novo no time, pegou a bola, invadiu a área, chutou forte e empatou. Cinco minutos depois, fez mais um gol. E outro. E outro. O jogo terminou com o marcador de 7 a 1, um escore nunca registrado na história dos dois times.

Todos se cumprimentavam, felizes. Só o técnico não estava muito satisfeito:

Gostei muito de sua atuação, Fuinha, mas você não me obedeceu. Por que não seguiu o modelo matemático?

O rapaz fez uma cara triste:

Ah, seu Osvaldo, eu nunca fui muito bom nessa tal de matemática. Aliás, foi por isso que o meu pai me tirou do colégio e me mandou jogar futebol. Se eu soubesse fazer contas, não estaria aqui, jogando para o senhor.

O técnico suspirou. Acabara de concluir: uma coisa é o modelo matemático. Outra coisa é a vida propriamente dita, nela incluía o futebol.

SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001. Crônica originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo, 29 mar. 1999. Cotidiano. 

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